Exames de Sangue para o Diagnóstico do Câncer de Mama
3 de outubro de 2016

Pesquisa de intolerância à lactose agora pode ser feita por teste molecular

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A hipolactasia está relacionada à diminuição da atividade da enzima lactase na mucosa do intestino delgado, o que ocorre de forma gradual, geneticamente programada e irreversível. O aparecimento de sintomas gastrointestinais está associado à má absorção da lactose, molécula formada pela ligação dos monossacarídeos glicose e galactose, que passa a ser fermentada por bactérias intestinais, originando o quadro clínico que caracteriza a intolerância.

 

O teste molecular para a pesquisa de hipolactasia primária tem alta sensibilidade e especificidade, sendo realizado em amostra de sangue periférico por PCR, seguida de reação de sequenciamento para a detecção da variante genética C/T – 13.910, localizada no gene MCM6. O resultado sai em 15 dias úteis.

 

Contudo, mesmo com o genótipo correlacionado com a inabilidade de digerir a lactose, pode haver indivíduos, em especial crianças, que ainda expressem normalmente a lactase. Por outro lado, existem outras causas genéticas que também podem determinar a intolerância. Assim, a interpretação dos resultados deve ser feita à luz do quadro clínico.

 

Vale lembrar que existem outros métodos para o diagnóstico da condição. Além do exame molecular, o Gimenes realiza rotineiramente o teste oral de tolerância à lactose, em que dosagens séricas de glicose são feitas antes e depois da ingestão de uma sobrecarga padronizada de lactose.